Pouca gente houve falar do município de Santa Maria do Herval/RS, mas nessa cidade há diversas belezas naturais, ao todo são quatro quedas d’água e uma delas  é a Cascata Marcondes e dela que falaremos a seguir.

Detalhes sobre a Cascata Marcondes

Localizada há 10 km da cidade e cercada por mata nativa, a cascata possui cerca de 35 metros. Para o seu acesso é necessário realizar uma trilha e seguir o leito do rio. 

O acesso é por meio de uma propriedade particular  ou é possível avistá-la  de longe da estrada de chão (Estrada da Boa Vista), inclusive é onde no Google Maps ela é sinalizada.

cascata marcondes

Operadora de turismo

A melhor maneira de você explorar essa cascata e inclusive fazer um rapel nela, é contratar o pacote da agência Trilhas do Sul

O roteiro se chama Noite na Cabana. Vivenciamos a experiência do roteiro e vamos contar um pouco como foi.

Embarcamos pelo transporte da empresa em Porto Alegre às 07h e o percurso até a região são cerca de 1h e 30 minutos. Por ser um roteiro de fim de semana, no sábado  é realizada uma caminhada pelas estradas da região até o ponto que se vê a Cascata Marcondes de longe. Também no mesmo dia é realizada uma  trilha pela em mata fechada, em que é necessário bastante cuidado com animais peçonhentos e por ser descida de barrancos até o leito do rio, de lá seguimos costeando e transpondo obstáculos, há diversas piscinas naturais e pontos para tomar banho. Mas o prêmio é só no final, então seguimos em frente até chegar no nosso objetivo: A Cascata Marcondes.

cascata marcondes

O lugar é perfeito para tirar ótimas fotos e até mesmo um banho. Então no primeiro dia conhecemos bem a cascata e curtimos a paisagem, as trilhas e as pessoas. O lugar fica em meio a mata nativa e naquela ocasião é impossível pensar nos problemas ou nas demandas que temos, apenas a contemplação da natureza e ouvir o barulho da água, essas experiências não tem preço.

cascata marcondes
cascata marcondes

Bem próximo a Cascata Marcondes, há uma cabana bastante rústica e com quarto coletivo, cozinha, banheiro, sacada e uma grande área com uma mesa e fogão campeiro. Após nos estalarmos, o dia já havia valido a pena pela aventura que tivemos em relação às trilhas, banho e caminhadas, mas a noite nos esperava um delicioso jantar: entreveiro no pão, feito no fogão campeiro. Alguns companheiros de aventura foram de vinho e alguns foram de cerveja bem gelada. O papo estava rolando e a galera interagindo bastante, mas todos sabíamos que no domingo o bicho ia pegar.

cascata marcondes

Acordamos no domingo bem cedo, tomamos um café da manhã caprichado com direito a pães,frutas, nega maluca, queijo colonial e um café preto para espantar o sono. 

cascata marcondes
Andressa, Sabine, Vagner, Guilherme, Ritieli e Mateus

Após o café, começamos a colocar os neoprenes e nos prepararmos psicologicamente para a descida de 35m de rapel na cachoeira. Instruções foram passadas, o rapel foi montado pela equipe da Trilhas do Sul, a coragem foi vindo aos poucos e o pânico vinha acompanhando. 

cascata marcondes

Era meu primeiro rapel, então por natureza o nervosismo já estava me dominando, as pernas tremendo e pensando: será que vou conseguir? Nunca tive medo de altura, mas eu olhava para baixo e parecia sinistro a força que a água caia. Não era um rapel comum no seco, era um cachoeirismo ou cascading, como alguns chamam. Devido à situação não estar muito favorável, resolvi ser o primeiro a descer, o instrutor Vagner me acompanhou na descida e foi me conduzindo, dizendo onde era para pisar, como eu devia me posicionar na cadeirinha, e me passava confiança a cada momento, a cada passo que eu dava. Era necessário naquela hora acreditar nas instruções, não ligar com a água batendo na cara e permanecer firme. Infelizmente, não há como ser muito firme com a queda d’água te jogando para um lado e para o outro,a mão cansava de travar a corda, o pé escorregava muito, mas com garra consegui chegar até o final e nadar até as pedras. Confesso que cheguei tremendo, mas a experiência foi incrível. Eu e a Ritieli fomos guerreiros e concluímos o nosso desafio com sucesso.   

cascata marcondes
cascata marcondes
cascata marcondes
Mateus, Ritieli, Vagner, Sabine, Tiago, Guilherme e Harry
cascata marcondes

Hoje percebo o quão importante é fazer uma atividade vertical com pessoas qualificadas e que te passam confiança. Além disso, tenha habilidades de resgate, de primeiro socorros e que sabem se posicionar em momentos difíceis, em especial, quando bate o medo.

Pré-requisitos

Não é necessário ter experiências anteriores com trilhas ou rapel, se você for com a empresa citada acima, eles vão ensinar  e ajudar em tudo para que você tenha a melhor experiência possível do lugar. Atualmente é realizado um rapel guiado na Cascata Marcondes, devido a questões de segurança. 

O único pré-requisito que é necessário é sair da zona de conforto. Sem dúvida que será um final de semana inesquecível. 

 

Empresa recomendada

Trilhas do Sul – Turismo de Aventura
http://www.trilhasdosul.com.br/

trilhasdosulaventura@gmail.com

(51) 98200-4181 (Tim)

Esta beleza natural está localizada no município de Santa Maria do Herval, a 82 quilômetros de Porto Alegre. A cidade localiza-se na encosta da serra em meio a regiões montanhosas e com sua população em maioria de origem alemã. Além dos colonos alemães que viviam na cidade, muitos índios também residiam, em especial na Cachoeira e Caverna dos Bugres.

Informações da Caverna dos Bugres

Para se chegar até o atrativo, são cerca de 1h e 20 min desde Porto Alegre. A melhor maneira é indo pela BR-116, passando por Dois Irmãos/RS, Morro Reuter/RS e dobrando à direita, pela VRS-873, são cerca de 14 km até Santa Maria do Herval. 

Antes de chegar na Estrada da Boa Vista, terá uma placa após passar o Museu Municipal da cidade, uma placa indicara o acesso à Caverna dos Bugres, por uma estradinha à direita.

Após percorrer 450m, chega-se até a caverna e cachoeira. É mais uma das muitas que possuem no Rio Grande do Sul.

 

caverna dos bugres

História

Este nome foi dado pelos germânicos ao avistarem os indígenas, na época chamados de bugres, abrigados na caverna para se proteger do frio, dos ventos e das chuvas durante o período de inverno. Durante o período da colonização, até mesmo alguns conflitos ocorreram pelas terras.

Estes primeiros colonos passavam por muitas dificuldades pois o terreno era montanhoso; tiveram que lutar contra animais ferozes e os índios que habitavam a região. Por volta de 1844 chegaram os primeiros colonos à linha Herval onde hoje situa-se a sede do município, que apresentava um solo mais propício para o cultivo.

A Caverna dos Bugres atualmente é bem cuidada pela Prefeitura da cidade, há lixeiras no local, existem placas e bancos .

Em primeiro momento, a Caverna fica à direita, tendo acesso por um corrimão de madeira.

caverna dos bugres

Plaquinhas com uma câmera fotográfica sinalizam que é a hora de você tirar boas fotos e curtir a paisagem.

caverna dos bugres

Fazendo a volta, você chega até a beira da água da cachoeira. Suas pedras, a vegetação e sua queda d’água de cerca de 20 metros, deixam o cenário perfeito para você curtir a queda ou obviamente tirar mais algumas lindas fotos da cachoeira.

caverna dos bugres

Muitos gaúchos buscam em fazer a Rota Romântica, que liga São Leopoldo até São Francisco de Paula e passar na Caverna dos Bugres, é um presente deste percurso.